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”Opinião de…” Gabriel Pinto

     Olá,

Neste artigo falarei um pouco da minha experiência com a sonoplastia e comentar um pouco o artigo da semana anterior, no qual entrevistei o meu grande amigo, Gonçalo Rocha, no qual eu agradeço mais uma vez, por teres aceitado o convite.

Para começar, gostava de já comentar a posição da sonoplastia no teatro e do próprio sonoplasta. Como dizia o meu colega ‘’Têm de estar equivalentes como duas letras maiúsculas ou duas letras minúsculas.’’. Esta afirmação remete logo para quando, atualmente, eu estou em palco e muitos outros atores, têm muitas vezes marcações a seguir a uma certa música, ou o próprio sonoplasta só pode lançar uma música com a entrada de o intérprete em cena, remetendo assim, para a ligação das tais duas letras maiúsculas ou duas letras minúsculas equivalentes.

Atualmente, esta profissão neste tempo que seria no fundo uma época alta, com o verão, com vários espetáculos a acontecer, como dizia o Gonçalo no artigo anterior, infelizmente saí muito prejudicada. Com espetáculos adiados, muitos ainda sem data definida e outros que foram mesmo cancelados. Lembro-me que enquanto sonoplasta eu teria dois espetáculos proximamente com o meu colega Gonçalo, que foram mesmo cancelados. Espero que esta pandemia passe rápido para que esta profissão e outras como esta que ficaram afetadas, voltem ao normal e que no fundo muitos profissionais voltem a ganhar o seu ‘’ganha pão’’ como se costuma dizer.

Focando mais nesta área, acredito que é uma experiência que compensa quem quer seguir e quem gosta mais de explorar os tipos de som que pode envolver toda a acústica de uma sala de espetáculos. Eu tenho a agradecer principalmente tudo que sei nesta área a um grande senhor que é o Sr. Paulo, o técnico de luz e de som da Câmara Municipal de Valongo, a ele, muito obrigado por tudo que me ensinou.

Este tipo de profissão, acredito que muitas vezes acaba por ser muito ingrata para quem esta na régie. Muitas vezes, acaba por acontecer algum erro técnico durante o espetáculo que muitas vezes os técnicos acabam por não ter culpa e todo o público acaba por culpar logo quem se encontra na régie. Lembro que uma vez estava com uma colega meu, Filipe Silva, num musical que era o ‘’Mama Mia’’ e a música não arrancava porque o computador não estava a conseguir ler bem o disco, tivemos de tirar e colocar duas vezes e o tempo que aquilo demorou, quase uma fração de segundos parecia ser uma eternidade.  Lembro-me até que o Filipe já soava e estava nervoso por todos os lados e o público já estava todo nos telemóveis e a olhar para cima, onde estava a régie e a começar com os tais ‘’borburinhos’’ como se costuma dizer.

Gostava muito de experimentar está área em cinema, mas também explorar um pouco como seria na televisão.

Para terminar agradeço a todos que leram, um abraço e até a próxima quinta-feira. Obrigado.

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